Para além da Academia

October 10, 2007

Explicando as categorias

Filed under: prolegômenos & esclarecimentos - cristianomuniz @ 4:51 pm

Resolvi dividir as postagens de ‘Para além da Academia’ em quatro categorias. Em doxa, estão agrupados textos mais opinativos, de caráter bastante pessoal e sem grandes pretensões reflexivas; em síntese, essa categoria abrange comentários sobre minha vida e opiniões particulares sobre questões relativas ao cotidiano da academia (e de um pouco além dela, naturalmente).

A categoria episteme, por sua vez, traz textos mais acadêmicos, baseados principalmente em trabalhos relacionados à minha atividade no Núcleo de Pesquisa em Cultura e Recepção Midiática e em textos concebidos para disciplinas da faculdade. Em breve, pretendo inagurar esta ’seção’ com um resumo da minha apresentação para o Salão de Iniciação Científica da UFRGS, que ocorrerá no próximo dia 22, pela manhã.

Em red. III, a idéia é juntar os textos produzidos especificamente para a cadeira de Redação Jornalística III, do curso de Jornalismo na Fabico, ministrada pela profª. Clarice Esperança. Pretendo utilizar esse espaço para publicar a produção textual solicitada pela professora e, dependendo de como for, poderei também utilizar o ‘Para além…’ como trabalho final da referida disciplina.

Finalmente, como o próprio nome sugere, em prolegômenos & esclarecimentos estão reunidos textos como este, no qual explico a lógica (ou, melhor dizendo, a falta de lógica) que rege as publicações neste blógue. Dito de outra forma: nessa categoria, encontram-se aqueles textos que servem de introdução ou de explicação a algum tema que porventura venha a ser abordado por mim, de modo a facilitar a compreensão dos leitores, dando coerência aos diversos tipos de postagens que serão publicadas no sítio.

 

4. Por outro lado, me parece…

Filed under: doxa - cristianomuniz @ 3:29 pm

… também que os professores subestimam muito seus alunos; normalmente somos tratados como ignorantes, como pessoas sem o mínimo de capacidade crítica e interesse pelos estudos; quer dizer, existe um tipo de aluno que é valorizado, que é aquele que segue fielmente as orientações do mestre, que chega sempre pontualmente e entrega todos os trabalhinhos nas datas corretas, mas sem qualquer tipo de esforço reflexivo: seu interesse, parece-me, é apenas “ir bem na faculdade” ou “não ficar com o ordenamento ruim”. Nada contra quem pensa que o ordenamento é importante, ou quem gosta de ir bem para ter um bom ordenamento e conseguir boas cadeiras eletivas. Um esclarecimento para quem não é da Fabico: ordenamento é uma espécie de índice usado para definir as ordens de matrícula na UFRGS; é bem simples: quem tem as melhores notas, tem prioridade para fazer escolher as cadeiras que quer fazer. Assim, muita gente se preocupa com o ordenamento para poder ter a chance de poder montar o horário e pegar boas cadeiras eletivas (as quais, normalmente, têm vagas limitadas). Cadeiras eletivas são aquelas que tu “escolhe” fazer; na real, tu é obrigado a fazer um número xis de eletivas, em todos os cursos da UFRGS; a diferença é que tu teoricamente “escolhe” o que cadeiras fazer, só que, como a oferta de eletivas é um pouco restrita, tu acaba não tendo muita escolha: por isso, tu acaba tendo aula com mestrandas da Psicologia, por exemplo. Professores titulares, de saco cheio de dar aula para a gentalha da graduação, mandam seus bolsistas de mestrado dar aula nas disciplinas que eles, professores, são obrigados – por contrato – a ministrar. Ou seja: uma tremenda sacanagem.

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