5. Mas, deixando um pouco…
… de lado a questão do ordenamento, hoje, na aula de Redação Jornalística III (com a profª. Clarice), perguntei à professora se a capacidade crítica era um elemento valorizado numa redação; a professora respondeu que, às vezes, dá-se mais valor a um sujeito que faça rapidamente as tarefas que lhe ordenam do que a um cara que pense a respeito daquilo que faz, que questione de algum modo as coisas que estão acontecendo em seu cotidiano; enfim, dito de outro modo, mais vale – numa grande empresa como a RBS, por exemplo – ser certinho, fazer tudo direitinho, etc. etc., do que se posicionar a respeito dos fatos e ter atitude crítica em relação a eles.
E isso, naturalmente, faz parte de um discurso, ou melhor, de uma maneira de pensar que segue, a meu ver, certos padrões pré-estabelecidos de conduta. Minha mãe me fala, desde os tempos de primário, que eu não devo me atrasar para os compromissos, que se eu me atrasar pro trabalho serei demitido, que eu tenho que ir bem na escola, que tirar notas boas é minha obrigação como estudante, que fumar faz mal pra saúde, que eu morrer mais cedo em função disso etc. etc. etc.; ou seja, parece-me que existe um discurso sobre o modo pelo qual uma pessoa dá certo e se torna vencedora na vida.
