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	<title>Para além da Academia</title>
	<link>http://cristianomuniz.blogsome.com</link>
	<description>Reflexões e questionamentos de uma mente inquieta.</description>
	<pubDate>Thu, 11 Oct 2007 18:32:01 +0000</pubDate>
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		<title>5. Mas,  deixando um pouco&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Oct 2007 18:32:01 +0000</pubDate>
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	<category>doxa</category>
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		<description><![CDATA[<p>&#8230; de lado a quest&atilde;o do ordenamento, hoje, na aula de Reda&ccedil;&atilde;o Jornalística III (com a prof&ordf;. Clarice), perguntei &agrave; professora se a capacidade crítica era um elemento valorizado numa reda&ccedil;&atilde;o; a professora respondeu que, &agrave;s vezes, dá-se mais valor a um sujeito que fa&ccedil;a rapidamente as tarefas que lhe ordenam do que a um [...]</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; de lado a quest&atilde;o do ordenamento, hoje, na aula de Reda&ccedil;&atilde;o Jornalística III (com a prof&ordf;. Clarice), perguntei &agrave; professora se a capacidade crítica era um elemento valorizado numa reda&ccedil;&atilde;o; a professora respondeu que, &agrave;s vezes, dá-se mais valor a um sujeito que fa&ccedil;a <em>rapidamente</em> as tarefas que lhe ordenam do que a um cara que pense a respeito daquilo que faz, que questione de algum modo as coisas que est&atilde;o acontecendo em seu cotidiano; enfim, dito de outro modo, mais vale &ndash; numa grande empresa como a RBS, por exemplo &ndash; ser certinho, fazer tudo direitinho, etc. etc., do que se posicionar a respeito dos fatos e ter atitude crítica em rela&ccedil;&atilde;o a eles.</p><p>E isso, naturalmente, faz parte de um discurso, ou melhor, de uma maneira de pensar que segue, a meu ver, certos padr&otilde;es pré-estabelecidos de conduta. Minha m&atilde;e me fala, desde os tempos de primário, que eu n&atilde;o devo me atrasar para os compromissos, que se eu me atrasar pro trabalho serei demitido, que eu tenho que ir bem na escola, que tirar notas boas é minha obriga&ccedil;&atilde;o como estudante, que fumar faz mal pra saúde, que eu morrer mais cedo em fun&ccedil;&atilde;o disso etc. etc. etc.; ou seja, parece-me que existe um discurso sobre o modo pelo qual uma pessoa <em>dá certo</em> e se torna <em>vencedora na vida.</em><br /></p>
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		<title>Explicando as categorias</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Oct 2007 19:51:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristianomuniz</dc:creator>
		
	<category>prolegômenos &#038; esclarecimentos</category>
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		<description><![CDATA[<p>Resolvi dividir as postagens de &#8216;Para além da Academia&#8217; em quatro categorias. Em doxa, est&atilde;o agrupados textos mais opinativos, de caráter bastante pessoal e sem grandes pretens&otilde;es reflexivas; em síntese, essa categoria abrange comentários sobre minha vida e opini&otilde;es particulares sobre quest&otilde;es relativas ao cotidiano da academia (e de um pouco além dela, naturalmente).A categoria [...]</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Resolvi dividir as postagens de &#8216;Para além da Academia&#8217; em quatro categorias. Em <em>doxa</em>, est&atilde;o agrupados textos mais opinativos, de caráter bastante pessoal e sem grandes pretens&otilde;es reflexivas; em síntese, essa categoria abrange comentários sobre minha vida e opini&otilde;es particulares sobre quest&otilde;es relativas ao cotidiano da academia (e de um pouco além dela, naturalmente).</p><p>A categoria <em>episteme</em>, por sua vez, traz textos mais acad&ecirc;micos, baseados principalmente em trabalhos relacionados &agrave; minha atividade no Núcleo de Pesquisa em Cultura e Recep&ccedil;&atilde;o Midiática e em textos concebidos para disciplinas da faculdade. Em breve, pretendo inagurar esta &#8217;se&ccedil;&atilde;o&#8217; com um resumo da minha apresenta&ccedil;&atilde;o para o Sal&atilde;o de Inicia&ccedil;&atilde;o Científica da UFRGS, que ocorrerá no próximo dia 22, pela manh&atilde;.</p><p>Em <em>red. III</em>, a idéia é juntar os textos produzidos especificamente para a cadeira de Reda&ccedil;&atilde;o Jornalística III, do curso de Jornalismo na Fabico, ministrada pela prof&ordf;. Clarice Esperan&ccedil;a. Pretendo utilizar esse espa&ccedil;o para publicar a produ&ccedil;&atilde;o textual solicitada pela professora e, dependendo de como for, poderei também utilizar o &#8216;Para além&#8230;&#8217; como trabalho final da referida disciplina.<br /></p><p>Finalmente, como o próprio nome sugere, em <em>proleg&ocirc;menos &amp; esclarecimentos</em> est&atilde;o reunidos textos como este, no qual explico a lógica (ou, melhor dizendo, a <em>falta</em> de lógica) que rege as publica&ccedil;&otilde;es neste blógue. Dito de outra forma: nessa categoria, encontram-se aqueles textos que servem de introdu&ccedil;&atilde;o ou de explica&ccedil;&atilde;o a algum tema que porventura venha a ser abordado por mim, de modo a facilitar a compreens&atilde;o dos leitores, dando coer&ecirc;ncia aos diversos tipos de postagens que ser&atilde;o publicadas no sítio.</p><p>&nbsp;</p>
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		<title>4. Por outro lado, me parece&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Oct 2007 18:29:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristianomuniz</dc:creator>
		
	<category>doxa</category>
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		<description><![CDATA[<p>&#8230; também que os professores subestimam muito seus alunos; normalmente somos tratados como ignorantes, como pessoas sem o mínimo de capacidade crítica e interesse pelos estudos; quer dizer, existe um tipo de aluno que é valorizado, que é aquele que segue fielmente as orienta&ccedil;&otilde;es do mestre, que chega sempre pontualmente e entrega todos os trabalhinhos [...]</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; também que os professores subestimam muito seus alunos; normalmente somos tratados como ignorantes, como pessoas sem o mínimo de capacidade crítica e interesse pelos estudos; quer dizer, existe um tipo de aluno que é valorizado, que é aquele que segue fielmente as orienta&ccedil;&otilde;es do mestre, que chega sempre pontualmente e entrega todos os trabalhinhos nas datas corretas, mas sem qualquer tipo de esfor&ccedil;o reflexivo: seu interesse, parece-me, é apenas &ldquo;ir bem na faculdade&rdquo; ou &ldquo;n&atilde;o ficar com o ordenamento ruim&rdquo;. Nada contra quem pensa que o ordenamento é importante, ou quem gosta de ir bem para ter um bom ordenamento e conseguir boas cadeiras eletivas. Um esclarecimento para quem n&atilde;o é da Fabico: ordenamento é uma espécie de índice usado para definir as ordens de matrícula na UFRGS; é bem simples: quem tem as melhores notas, tem prioridade para fazer escolher as cadeiras que quer fazer. Assim, muita gente se preocupa com o ordenamento para poder ter a chance de poder montar o horário e pegar boas cadeiras eletivas (as quais, normalmente, t&ecirc;m vagas limitadas). Cadeiras eletivas s&atilde;o aquelas que tu &ldquo;escolhe&rdquo; fazer; na real, tu é obrigado a fazer um número xis de eletivas, em todos os cursos da UFRGS; a diferen&ccedil;a é que tu teoricamente &ldquo;escolhe&rdquo; o que cadeiras fazer, só que, como a oferta de eletivas é um pouco restrita, tu acaba n&atilde;o tendo muita escolha: por isso, tu acaba tendo aula com mestrandas da Psicologia, por exemplo. Professores titulares, de saco cheio de dar aula para a gentalha da gradua&ccedil;&atilde;o, mandam seus bolsistas de mestrado dar aula nas disciplinas que eles, professores, s&atilde;o obrigados &ndash; por contrato &ndash; a ministrar. Ou seja: uma tremenda sacanagem. </p>
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		<title>3. Para quem não sabe&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Oct 2007 18:53:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristianomuniz</dc:creator>
		
	<category>doxa</category>
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		<description><![CDATA[<p>&#8230; Fabico é a Faculdade de Biblioteconomia e Comunica&ccedil;&atilde;o da UFRGS, onde eu estudo Jornalismo há quase oito semestres. Pretendo me formar no final do ano que vem, se eu conseguir suportar o enorme fardo de cadeiras ma&ccedil;antes que ainda falta para eu &ldquo;integralizar o currículo&rdquo;, como diriam os nobres representantes da classe dos burocratas [...]</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><p class="MsoNormal">&#8230; Fabico é a Faculdade de Biblioteconomia e Comunica&ccedil;&atilde;o da UFRGS, onde eu estudo Jornalismo há quase oito semestres. Pretendo me formar no final do ano que vem, se eu conseguir suportar o enorme fardo de cadeiras ma&ccedil;antes que ainda falta para eu &ldquo;integralizar o currículo&rdquo;, como diriam os nobres representantes da classe dos burocratas acad&ecirc;micos, os quais relacionam-se diretamente com o fen&ocirc;meno discutido em outro post. Ou seja, para eu conseguir concluir o curso e finalmente al&ccedil;ar v&ocirc;os um pouco mais ousados, eu preciso, antes, ter uma boa dose de aulas que n&atilde;o t&ecirc;m nada a acrescentar. A maioria dos colegas com quem converso tem essa mesma impress&atilde;o, de que poucas aulas na Fabico s&atilde;o, de fato, interessantes.</p>  <p class="MsoNormal">E a Luiza, quando estava estudando Psicologia na PUCRS &ndash; ela infelizmente teve que trancar o curso por causa das grava&ccedil;&otilde;es do seriado no qual ela atua &ndash;, constantemente reclamava das suas aulas, que quase todas eram chatas, que os professores de modo geral n&atilde;o tinham didática para ensinar&#8230; Enfim, uma série de queixumes relativos ao modo como seus professores lhe davam aula. Outras pessoas com quem conversei, de outros cursos, também destacaram isso; fica a impress&atilde;o de que os professores n&atilde;o se interessam em compreender o que se passa pela cabe&ccedil;a de seus alunos, e por isso n&atilde;o se importam com o tipo de aula que d&atilde;o.</p>  </p>
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		<title>Entre o morro, as tropas e a elite</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 20:30:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristianomuniz</dc:creator>
		
	<category>red. III</category>
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		<description><![CDATA[<p>&nbsp;A repercuss&atilde;o de Tropa de Elite e as discuss&otilde;es daí resultantes  No discurso oficial sobre o combate ao uso de drogas ilícitas, de uns anos para cá, passou a se responsabilizar também o consumidor desse tipo de subst&acirc;ncia, que supostamente ajudaria a financiar o crime organizado que coordena a venda de entorpecentes em nossas [...]</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&nbsp;</strong></p><p><strong>A repercuss&atilde;o de <em>Tropa de Elite</em> e as discuss&otilde;es daí resultantes</strong></p><p>  </p><p class="MsoNormal">No discurso oficial sobre o combate ao uso de drogas ilícitas, de uns anos para cá, passou a se responsabilizar também o consumidor desse tipo de subst&acirc;ncia, que supostamente ajudaria a financiar o crime organizado que coordena a venda de entorpecentes em nossas cidades. Recentemente, o tema voltou &agrave; pauta de discuss&otilde;es, como é possível constatar na repercuss&atilde;o do filme <em>Tropa de Elite</em>, de José Padilha, junto &agrave; sociedade e &agrave; imprensa; e, de modo mais específico, no embate protagonizado por Arnaldo Bloch e Vagner Moura em artigos publicados no site do jornal O Globo. A película, que estreou há pouco nos cinemas brasileiros, retrata a guerra travada pela polícia contra os traficantes em uma favela do Rio de Janeiro, sob o ponto de vista de um agente do Batalh&atilde;o de Opera&ccedil;&otilde;es Especiais (BOPE) da Polícia Militar carioca.</p>  <p class="MsoNormal">Bloch, em seu artigo, questiona as rea&ccedil;&otilde;es da platéia ao filme em quest&atilde;o, ressaltando que a identifica&ccedil;&atilde;o do público com o capit&atilde;o Nascimento &ndash; protagonista da produ&ccedil;&atilde;o, interpretado por Moura &ndash; é um reflexo do espírito reacionário (ou &ldquo;fascista&rdquo;, nas palavras do articulista) de boa parte de nossa classe média-alta urbana. Na sess&atilde;o de estréia de <em>Tropa de Elite</em>, espectadores aplaudiram o capit&atilde;o que adota métodos pouco humanos para combater os narcotraficantes e entoaram em coro a alcunha do BOPE (&ldquo;caveira&rdquo;), como se saudassem o batalh&atilde;o e suas a&ccedil;&otilde;es de repress&atilde;o ao crime organizado. Bloch salienta a identifica&ccedil;&atilde;o da platéia com o personagem do capit&atilde;o Nascimento que, nas palavras do autor, foi aclamado como uma espécie de &ldquo;libertador de todos os medos e de todas as culpas&rdquo;, situando-se, ent&atilde;o, acima do bem e do mal, como o &ldquo;vingador natural de todos os cora&ccedil;&otilde;es desprotegidos&rdquo;.</p>  <p class="MsoNormal">Moura, por sua vez, responde em outro artigo &agrave;s críticas apresentadas por Bloch; o ator baiano deixa claro em seu texto que n&atilde;o concorda com as atitudes de seu personagem no filme, demonstrando preocupa&ccedil;&atilde;o com o fato de a platéia ter atribuído um caráter quase &ldquo;heróico&rdquo; ao capit&atilde;o Nascimento: para Moura, filmes como <em>Tropa de Elite</em> podem servir para estimular o debate sobre quest&otilde;es cruciais relacionadas ao tráfico e ao consumo de drogas em nossa sociedade; o que, na vis&atilde;o do ator, é totalmente contrário ao enfoque &ldquo;fascista&rdquo; sugerido por Bloch.</p>  <p class="MsoNormal">Nesse sentido, volta &agrave; pauta de discuss&otilde;es a quest&atilde;o da legaliza&ccedil;&atilde;o do uso de entorpecentes. Moura lembra que tentar inibir o consumo de drogas é &ldquo;contraproducente&rdquo;, pois o consumidor seria o elo mais fraco do sistema que sustenta o tráfico de subst&acirc;ncias ilícitas; o ator também menciona o exemplo da Holanda que, por sugest&atilde;o da polícia, resolveu tolerar o uso de maconha em determinados locais públicos. Contudo, o que o protagonista de <em>Tropa de Elite </em>n&atilde;o explica é como o caso holand&ecirc;s, sempre citado em qualquer discuss&atilde;o sobre o tema da legaliza&ccedil;&atilde;o das drogas, poderia dar certo no Brasil; Moura desconsidera, portanto, as especificidades de cada país, as quais determinariam o &ecirc;xito &ndash; ou fracasso, o que me parece mais provável &ndash; de semelhante iniciativa, caso fosse aplicada em nosso país.</p>  <p class="MsoNormal">Outra quest&atilde;o trazida ao debate é a da responsabilidade do usuário de drogas como financiador da indústria do narcotráfico. Moura comenta que conhece &ldquo;muita gente que deixou de fumar maconha para n&atilde;o alimentar o tráfico&rdquo;; eu, particularmente, conhe&ccedil;o também muitas pessoas que t&ecirc;m por hábito &ldquo;queimar um&rdquo;, e nenhuma delas demonstra qualquer tipo de preocupa&ccedil;&atilde;o ou &ldquo;consci&ecirc;ncia social&rdquo; nesse sentido. E isso, certamente, n&atilde;o faz dessa gente um bando de alienados da &ldquo;abobalhada burguesia&rdquo; a qual Bloch se refere em seu artigo; neste ponto, Moura tem raz&atilde;o: o consumidor de drogas é mesmo o &ldquo;elo mais fraco&rdquo; da abominável corrente que une traficantes, policiais honestos e corruptos, autoridades da seguran&ccedil;a pública, jovens e adolescentes do morro e do asfalto.</p>  <p class="MsoNormal">É certamente mais c&ocirc;modo responsabilizar os usuários, ou ainda a tal &ldquo;juventude burguesa alienada&rdquo; de que fala Bloch, que povoa nossas universidades públicas e privadas, do que pensar o uso e abuso de entorpecentes como uma quest&atilde;o de saúde pública. Assim, o discurso reacionário de certos políticos e autoridades policiais &ndash; vide a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius e seu secretário de seguran&ccedil;a, José Mallmann, e sua proposta infame de lei seca &ndash; encontra mais um bode expiatório convincente, encobrindo sua parcela de responsabilidade pela situa&ccedil;&atilde;o caótica da seguran&ccedil;a pública em nossas metrópoles. Contraproducente é, a meu ver, procurar culpados para um problema que diz respeito a toda a sociedade e que influencia diretamente, queiramos ou n&atilde;o, nossos cotidianos e, porque n&atilde;o dizer, nossas vidas de modo decisivo.</p><p>&nbsp;</p>
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		<title>Lembrando a todos que&#8230;</title>
		<link>http://cristianomuniz.blogsome.com/2007/10/08/lembrando-a-todos-que/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 20:23:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristianomuniz</dc:creator>
		
	<category>prolegômenos &#038; esclarecimentos</category>
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		<description><![CDATA[<p>&#8230; utilizarei este espa&ccedil;o também para publicar textos referentes &agrave; disciplina de Reda&ccedil;&atilde;o Jornalística III, ministrada pela prof&ordf;. Clarice Esperan&ccedil;a.Postarei, na seq&uuml;&ecirc;ncia, um texto comentando a repercuss&atilde;o junto &agrave; imprensa do filme Tropa de Elite, do diretor Jo&atilde;o Padilha, conforme solicitado há algumas aulas pela professora.Espero que gostem.&nbsp;</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; utilizarei este espa&ccedil;o também para publicar textos referentes &agrave; disciplina de Reda&ccedil;&atilde;o Jornalística III, ministrada pela prof&ordf;. Clarice Esperan&ccedil;a.</p><p>Postarei, na seq&uuml;&ecirc;ncia, um texto comentando a repercuss&atilde;o junto &agrave; imprensa do filme <em>Tropa de Elite</em>, do diretor Jo&atilde;o Padilha, conforme solicitado há algumas aulas pela professora.</p><p>Espero que gostem.&nbsp;</p>
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		<title>2. Pela manhã, na aula&#8230;</title>
		<link>http://cristianomuniz.blogsome.com/2007/10/05/2-pela-manha-na-aula/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 19:15:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristianomuniz</dc:creator>
		
	<category>doxa</category>
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		<description><![CDATA[<p>&#8230; de Cibercultura do prof. R&uuml;diger (aula que eu n&atilde;o assistia há muitas semanas), comentando sobre a situa&ccedil;&atilde;o do ensino superior no Brasil, eu disse:  &ndash; Tem umas teses de doutorado que tu v&ecirc; que foram feitas por professores que, quando fizeram concurso [para professor na UFRGS], eram mestres e aí resolveram fazer um [...]</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><p class="MsoNormal">&#8230; de Cibercultura do prof. R&uuml;diger (aula que eu n&atilde;o assistia há muitas semanas), comentando sobre a situa&ccedil;&atilde;o do ensino superior no Brasil, eu disse:</p>  <p class="MsoNormal">&ndash; Tem umas teses de doutorado que tu v&ecirc; que foram feitas por professores que, quando fizeram concurso [para professor na UFRGS], eram mestres e aí resolveram fazer um doutorado só pra conseguir um aumento no salário. E daí fazem qualquer bobagem lá só pra ganhar o título [de doutor]&#8230;</p>  <p class="MsoNormal">O professor riu bastante e comentou logo em seguida:</p>  <p class="MsoNormal">&ndash; Agora que tu falaste eu estou enxergando na minha frente vários colegas&#8230;</p>  <p class="MsoNormal">Sim, esse tipo de coisa realmente acontece na Academia, com uma freq&uuml;&ecirc;ncia maior do que se imagina.</p></p>
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		<item>
		<title>1. Hoje, pensando sobre a minha insatisfação&#8230;</title>
		<link>http://cristianomuniz.blogsome.com/2007/10/05/1-hoje-pensando-sobre-a-minha-insatisfacao/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 18:57:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristianomuniz</dc:creator>
		
	<category>doxa</category>
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		<description><![CDATA[<p>&#8230; com o campo de estudos da Comunica&ccedil;&atilde;o, tive um insight sobre as raz&otilde;es pelas quais eu e a Luiza resolvemos nos mudar e morar juntos. Para ela, acho que se trata muito mais de uma quest&atilde;o de liberdade, de se libertar do controle materno; para mim, no entanto, parece ser mais uma quest&atilde;o de [...]</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; com o campo de estudos da Comunica&ccedil;&atilde;o, tive um insight sobre as raz&otilde;es pelas quais eu e a Luiza resolvemos nos mudar e morar juntos. Para ela, acho que se trata muito mais de uma quest&atilde;o de liberdade, de se libertar do controle materno; para mim, no entanto, parece ser mais uma quest&atilde;o de conquistar alguma espécie de autonomia, ou de finalmente caminhar pelas próprias pernas; noutros termos, trata-se muito mais de assumir responsabilidades e arcar com as conseq&uuml;&ecirc;ncias disto do que libertar-se de algo. Acho que sempre tive um &ldquo;pensamento livre&rdquo;, ou algo que o valha; há tempos tenho essa impress&atilde;o de que a minha forma de pensar n&atilde;o se encaixa nos moldes pré-estabelecidos pelo senso comum; muitas outras pessoas, assim como eu, também t&ecirc;m essa capacidade, aptid&atilde;o, ou quem sabe talento, ou até mesmo sensibilidade, de enxergar além daquilo que a maioria v&ecirc;; de ter, enfim, a pretens&atilde;o de querer fazer algo de fato novo ou original: algo que se destaque em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mesmice que impera em diversos setores da atividade humana; entre eles, lógico, está a Academia &ndash; ou Universidade, como queiram &ndash; que, conforme diversos autores salientam, se v&ecirc; entregue a uma tal burocratiza&ccedil;&atilde;o, o que é, certamente, uma das raz&otilde;es para termos péssimos professores na Fabico.</p>
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		<title>Prólogo</title>
		<link>http://cristianomuniz.blogsome.com/2007/10/04/prologo/</link>
		<comments>http://cristianomuniz.blogsome.com/2007/10/04/prologo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Oct 2007 17:51:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristianomuniz</dc:creator>
		
	<category>prolegômenos &#038; esclarecimentos</category>
		<guid>http://cristianomuniz.blogsome.com/2007/10/04/prologo/</guid>
		<description><![CDATA[<p>Resolvi enterrar o Pequenas Angústias porque acho que ele n&atilde;o tem mais tanto a ver comigo; agora que assumi uma série de novas responsabilidades &ndash; agora que eu estou casado, morando com minha mulher e nossos dois cachorros &ndash;; agora que eu resolvi ter minha própria casa e criar uma família, n&atilde;o faz mais sentido [...]</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><p class="MsoNormal">Resolvi enterrar o <em>Pequenas Angústias </em>porque acho que ele n&atilde;o tem mais tanto a ver comigo; agora que assumi uma série de novas responsabilidades &ndash; agora que eu estou casado, morando com minha mulher e nossos dois cachorros &ndash;; agora que eu resolvi ter minha própria casa e criar uma <em>família</em>, n&atilde;o faz mais sentido falar em <em>pequenas alegrias e angústias</em>.</p>  <p class="MsoNormal">Porque as angústias t&ecirc;m sido cada vez maiores; desde que me mudei, tenho vivenciado um sentimento muito forte de inadapta&ccedil;&atilde;o, de n&atilde;o-pertencimento, como se eu n&atilde;o fizesse mesmo parte de coisa nenhuma; cada vez mais tenho dificuldade em aceitar determinadas situa&ccedil;&otilde;es que me s&atilde;o impostas ou &ndash; na maioria das vezes &ndash; que eu mesmo escolhi; tenho tido grande dificuldade em organizar meus horários e conseguir fazer todas as minhas tarefas, criando rela&ccedil;&otilde;es tensas com minha orientadora na pesquisa e com meus clientes dos <em>freelas</em> de editora&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica. Toda uma série de preocupa&ccedil;&otilde;es novas se instalaram em minha mente depois que eu e a Luiza passamos a morar juntos; agora, temos uma casa para <em>administrar</em> e, antes disso acontecer, eu nunca havia sequer imaginado o qu&atilde;o <em>complicado </em>é gerir uma casa e cuidar de todas as tarefas domésticas.</p>  <p class="MsoNormal">Mas, ao mesmo tempo, as alegrias também s&atilde;o infinitamente maiores. N&atilde;o tenho como descrever o qu&atilde;o bom é morar com a Luiza, mulher que eu amo, tanto que, hoje em dia, só consigo projetar minha vida no futuro <em>vivendo</em> com ela. Além do Axl &ndash; nosso scottish terrier &ndash; ter finalmente aprendido a gostar de mim, resolvemos (eu e a Luiza) adotar uma cachorrinha. A Isadora veio para nossa casa há duas semanas. É uma vira-lata filhote linda, muito ativa e brincalhona. Uma das coisas mais incríveis de se ter um filhote é saber que a vida dele depende, em boa parte, de ti, dos cuidados que tu pode dedicar a ele. Outra coisa muito boa é que agora o Axl tem companhia quando eu e a Luiza n&atilde;o estamos em casa; antes, ouvíamos diversas reclama&ccedil;&otilde;es dos vizinhos de que ele fica uivando e chorando muito quando fica sozinho; agora, presumo, eles devem ficar brincando e &ndash; na maior parte do tempo &ndash; dormindo enquanto n&atilde;o voltamos para casa; pelo menos n&atilde;o houve mais nenhuma reclama&ccedil;&atilde;o nesse sentido.</p>  <p class="MsoNormal">Resolvi criar um novo blógue por isso, porque eu precisava escrever a respeito da minha vida, como numa espécie de auto-análise, mas eu sentia que o <em>Pequenas alegrias e angústias</em>, meu antigo blógue, já n&atilde;o tinha mais a ver comigo, com o que eu sou <em>agora</em>, com o modo como eu entendo as coisas hoje em dia. Ele foi criado em 2004, quando eu tinha apenas dezessete anos; hoje, aos vinte e um, me sinto bem mais maduro que antes; contudo, algumas inquieta&ccedil;&otilde;es ainda permanecem e, atualmente, elas se concentram no local onde, nos últimos tr&ecirc;s anos, eu tenho passado a maior parte do meu tempo, ou seja, na faculdade.</p>  <p class="MsoNormal">E é isto que eu pretendo com este blógue: relatar minhas angústias e frustra&ccedil;&otilde;es, mas também meus &ecirc;xitos e acertos relacionados &agrave; minha atividade como bolsista de inicia&ccedil;&atilde;o científica e como estudante de Jornalismo na Faculdade de Biblioteconomia e Comunica&ccedil;&atilde;o da UFRGS, também conhecida como Fabico. Este será, também, um espa&ccedil;o para a exposi&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o de idéias relativas &agrave; minha atividade de pesquisa e os temas que pretendo abordar em trabalhos da faculdade e na monografia (que estou louco para come&ccedil;ar a fazer).</p>  </p>
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